Francisco Joaquim Bingre

Portugal
1763 // 1856
Poeta

40 Poemas

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A Fúria Mais Fatal e Mais Medonha (1)

Das Fúrias infernais foi sempre a Inveja/ No mundo a mais fatal e a mais medonha,/ Pois faz dos bens dos outros a peçonha/ Com que a si mesma se envenena e peja./ / Com ira e com furor, raivosa, arqu...

Terra (2)

Ó Terra, amável mãe da Natureza!/ Fecunda em produções de imensos entes,/ Criadora das próvidas sementes/ Que abastam toda a tua redondeza!/ / Teu amor sem igual, sem par fineza,/ Teus maternais efei...

Quanto é Melhor Calar, que Ser Ouvido (3)

Silêncio divinal, eu te respeito!/ Tu, meu Numen serás, serás meu guia/ Se até 'qui, insensato, errei a via/ De Harpócrates, quebrando o são preceito,/ / Hoje à vista do mal que tenho feito,/ Em ser ...

Paciência, um Sofrimento Voluntário (4)

Tu és, ó Paciência, um sofrimento/ Voluntário, fiel, bem ordenado,/ Da conhecida sem razão tirado,/ De um constante varão nobre ornamento./ / Tu, recolhendo n'alma o pensamento,/ Suportas com valor o...

Ar (5)

Vivificante ar, pai da existência,/ Assopro animador do Autor Divino,/ Deste nosso subtil moto contino/ Composto, onde um Deus pôs sua ciência!/ / Tu tens, ó ar, a excelsa preeminência/ De ser exalaç...

Com a Fortuna não Perde o Ser de Besta (6)

Na carreira veloz, a deusa cega/ Lança às vezes a mão a um feio mono/ E o sobe, num instante, a um coche, a um trono,/ Onde a Virtude com trabalho chega./ / Porém se, louca, num jumento pega,/ Por ma...

O Avarento (7)

No meio de seus cofres, desvelado, / Co'as tampas levantadas, rasas de ouro,/ Cevando a vista está no metal louro/ Dele o cioso Avarento namorado./ / Temendo que lhe venha a ser roubado,/ Emprega alm...

Fogo (8)

Faísca luminar da etérea chama/ Que acendes nossa máquina vivente,/ Que fazes nossa vista refulgente/ Com eléctrico gás, com subtil flama:/ / A nossa construção por ti se inflama;/ Por ti, o nosso sa...

Deus, Infinito Ser (9)

Deus, Infinito ser, nunca criado,/ Sem princípio, nem fim, na Majestade/ Que no trono da Eterna Divindade/ Tens o Mundo num dedo dependurado:/ / Tu estavas em Ti, não foste nado,/ O teu Ser era a tua...

Basta, não Posso Mais, Mundo Enganoso! (10)

Basta, não posso mais, Mundo enganoso!/ Findaram para mim teus vãos prazeres./ Envelheci com eles, que mais queres/ Deste escravo ancião, fraco e rugoso?/ / Se o teu carro triunfal puxei, fogoso,/ Qu...
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