Luís Vaz de Camões

Portugal
1524 // 10 Jun 1580
Poeta

68 Poemas

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Amor é um Fogo que Arde sem se Ver (1)

Amor é um fogo que arde sem se ver;/ É ferida que dói, e não se sente;/ É um contentamento descontente;/ É dor que desatina sem doer./ / É um não querer mais que bem querer;/ É um andar solitário ent...

Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades (2)

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,/ Muda-se o ser, muda-se a confiança:/ Todo o mundo é composto de mudança,/ Tomando sempre novas qualidades./ / Continuamente vemos novidades,/ Diferentes em ...

Alma Minha Gentil, que te Partiste (3)

Alma minha gentil, que te partiste/ Tão cedo desta vida descontente,/ Repousa lá no Céu eternamente,/ E viva eu cá na terra sempre triste./ / Se lá no assento Etéreo, onde subiste,/ Memória desta vid...

Erros Meus, Má Fortuna, Amor Ardente (4)

Erros meus, má Fortuna, Amor ardente/ Em minha perdição se conjuraram;/ Os erros e a Fortuna sobejaram,/ Que para mim bastava Amor somente./ / Tudo passei; mas tenho tão presente/ A grande dor das co...

Não Pode Tirar-me as Esperanças (5)

Busque Amor novas artes, novo engenho/ Para matar-me, e novas esquivanças;/ Que não pode tirar-me as esperanças,/ Que mal me tirará o que eu não tenho./ / Olhai de que esperanças me mantenho!/ Vede q...

Quando não te Vejo Perco o Siso (6)

Formosura do Céu a nós descida,/ Que nenhum coração deixas isento,/ Satisfazendo a todo pensamento,/ Sem que sejas de algum bem entendida;/ / Qual língua pode haver tão atrevida,/ Que tenha de louvar...

Cá nesta Babilónia (7)

Cá nesta Babilónia, donde mana/ Matéria a quanto mal o mundo cria;/ Cá, onde o puro Amor não tem valia,/ Que a Mãe, que manda mais, tudo profana;/ / Cá, onde o mal se afina, o bem se dana,/ E pode ma...

Portugal, Tão Diferente de seu Ser Primeiro (8)

Os reinos e os impérios poderosos,/ Que em grandeza no mundo mais cresceram,/ Ou por valor de esforço floresceram,/ Ou por varões nas letras espantosos./ / Teve Grécia Temístocles; famosos,/ Os Cipiõ...

Hei-de Tomar-te (9)

Lindo e subtil trançado, que ficaste/ Em penhor do remédio que mereço,/ Se só contigo, vendo-te, endoudeço,/ Que fora co'os cabelos que apertaste?/ / Aquelas tranças de ouro que ligaste,/ Que os raio...

Transforma-se o Amador na Cousa Amada (10)

Transforma-se o amador na cousa amada,/ Por virtude do muito imaginar;/ Não tenho logo mais que desejar,/ Pois em mim tenho a parte desejada./ / Se nela está minha alma transformada,/ Que mais deseja...
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